O Jornal do Poeta da Prisão
Die Zeitung des Gefängnisdichters
Marcus, um poeta na prisão, inicia um boletim mensal com outras pessoas encarceradas que lhes dá uma forma de escrever, ser ouvidas e se conectar.
Marcus escrevia poemas desde que era adolescente.
Marcus schrieb Gedichte, seit er ein Teenager war.
Ele escrevia em cadernos, no verso de envelopes, em qualquer papel que pudesse encontrar.
Er schrieb in Notizbüchern, auf Briefumschlagrückseiten, auf jedem Papier, das er finden konnte.
Quando foi preso aos vinte e seis anos, continuou escrevendo.
Als er mit sechsundzwanzig ins Gefängnis kam, schrieb er weiter.
A prisão tinha uma pequena biblioteca.
Das Gefängnis hatte eine kleine Bibliothek.
Uma bibliotecária visitava duas vezes por semana.
Eine Bibliothekarin besuchte zweimal pro Woche.
Ela notou seus cadernos e perguntou se podia ler algo do seu trabalho.
Sie bemerkte seine Notizbücher und fragte, ob sie etwas von seiner Arbeit lesen dürfe.
Ele disse que sim.
Er sagte ja.
Ela disse que sua escrita era clara e honesta e que outras pessoas dentro poderiam se beneficiar de lê-la.
Sie sagte, sein Schreiben sei klar und ehrlich und andere Menschen drinnen könnten davon profitieren, es zu lesen.
Juntos tiveram uma ideia: um boletim mensal escrito por pessoas encarceradas, para pessoas encarceradas.
Gemeinsam kamen sie auf eine Idee: einen monatlichen Newsletter, geschrieben von Inhaftierten, für Inhaftierte.
A administração da prisão aprovou com condições.
Die Gefängnisverwaltung genehmigte es mit Bedingungen.
Nada inflamatório, sem nomes que pudessem causar conflito, nenhum conteúdo que violasse as regras de segurança.
Nichts Aufhetzenes, keine Namen, die Konflikte verursachen könnten, keine Inhalte, die Sicherheitsregeln verletzten.
Dentro desses limites, Marcus montou o primeiro número.
Innerhalb dieser Grenzen stellte Marcus die erste Ausgabe zusammen.
Ele pediu a outros que contribuíssem.
Er bat andere, mitzuwirken.
Alguns escreveram poemas.
Einige schrieben Gedichte.
Um homem escreveu um conto.
Ein Mann schrieb eine Kurzgeschichte.
Outro escreveu uma carta para o filho que nunca havia enviado.
Ein anderer schrieb einen Brief an seinen Sohn, den er nie abgeschickt hatte.
O boletim foi impresso em duas folhas de papel e distribuído à mão.
Der Newsletter wurde auf zwei Blättern Papier gedruckt und von Hand verteilt.
As pessoas leram.
Die Leute lasen es.
Falavam sobre ele durante as refeições.
Sie sprachen bei den Mahlzeiten darüber.
Alguns pediram para contribuir com o próximo número.
Einige baten darum, zur nächsten Ausgabe beizutragen.
O boletim funcionou por três anos.
Der Newsletter lief drei Jahre.
Deu às pessoas um motivo para escrever com cuidado.
Es gab den Menschen einen Grund, sorgfältig zu schreiben.
Deu a eles uma maneira de serem ouvidos sem um juiz ou advogado na sala.
Es gab ihnen eine Möglichkeit, gehört zu werden, ohne einen Richter oder Anwalt im Raum.
Quando Marcus foi solto, ele levou cópias de cada edição consigo.
Als Marcus entlassen wurde, nahm er Exemplare jeder Ausgabe mit.
Ele disse mais tarde que fazer o boletim foi a coisa mais útil que fez lá dentro.
Er sagte später, dass das Erstellen des Newsletters das Nützlichste war, was er drin getan hatte.
Ele havia aprendido a editar, a ouvir outras vozes e a criar algo do nada.
Er hatte gelernt zu redigieren, auf andere Stimmen zu hören und aus dem Nichts etwas zu schaffen.